Cogumelos para degradar metano: mostra-se que é possível

Pesquisadores do Grupo de Tecnologia Ambiental da Universidade de Valladolid (UVa) demonstraram pela primeira vez a capacidade de um fungo, o Graphium sp, degradar metano, o segundo dos gases de efeito estufa mais importantes da atualidade, com um potencial de aquecimento global 25 vezes maior que o CO2. O estudo que comprova que publicou recentemente na revista Chemosphere.

Aparentemente, o uso de fungos em vez de bactérias para degradar o metano Tem muitas vantagens, dentre os quais se constata que os fungos podem sobreviver com umidade muito menor que a das bactérias, o que facilita ainda mais a transferência de metano para a comunidade fúngica.

Quase 60% das emissões de metano na atmosfera são de origem antropogênica (isto é, o resultado de atividades humanas) e É necessário pré-tratar essas emissões antes de serem liberadas na atmosfera. Nesse sentido, a biotecnologia é um grande aliado para combater essas emissões. De acordo com Raquel Lebrero, Professor do Departamento de Engenharia Química e Tecnologia Ambiental da UVa e líder em pesquisa:

Continuar com esta linha de pesquisa é essencial para a implementação final desses processos em larga escala.